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Linhas Água Verde-Abranches, Juvevê-Água Verde terão ônibus híbrido elétrico PDF Imprimir E-mail
Escrito por SMCS   
Sex, 22 de Julho de 2011 10:12

Os usuários do transporte coletivo que utilizam as linhas Água Verde-Abranches, Juvevê-Água Verde e Jardim Mercês-Guanabara passarão a viajar no hibribus – ônibus movido à energia elétrica e biodiesel – que será implantado na capital pela Volvo no próximo ano.

A primeira linha de Curitiba a ter o hibribus será a do Interbairros 1, que circula em bairros no entorno do Centro. Na segunda etapa, os ônibus híbridos atenderão também as linhas Detran-Vicente Machado e Ahú-Los Angeles.

"São linhas que ligam bairros opostos e passam pelo Centro. Com o hibribus, teremos ônibus mais silenciosos e menos poluentes nestes locais", disse o presidente da Urbs, Marcos Isfer.

O prefeito Luciano Ducci e o presidente mundial da Volvo, Hakan Karlsson, anunciaram nesta segunda-feira, em Gotemburgo, na Suécia, que a Volvo vai investir R$ 200 milhões em Curitiba. Os investimentos incluem, além do aumento da produção, a implantação de uma fábrica de ônibus híbridos com motores elétrico/biodiesel na capital do Paraná. "Curitiba será a primeira cidade da América Latina a ter o hibribus atendendo a população, com 60 ônibus a entrar no sistema a partir de 2012", anunciou Luciano Ducci.

Curitiba venceu Índia e México na disputa para a implantação da fábrica de hibribus. "Também seremos a primeira cidade da América Latina a fabricar o ônibus elétrico/biodiesel. É uma conquista que reforça os avanços da cidade, principalmente na área de transporte e desenvolvimento com foco no respeito ao meio ambiente", afirmou Luciano Ducci.

Vanguarda - O prefeito Luciano Ducci destacou os avanços de Curitiba no transporte coletivo. "Temos um histórico de referência internacional em transporte. Os avanços continuam, já lançamos neste ano o Ligeirão, com o maior ônibus do mundo, um Volvo/Neobus de 28 metros de comprimento", disse.

"Saímos na frente novamente com o anúncio do hibribus, mantendo o compromisso de Curitiba com a inovação e o cuidado com o meio ambiente", completou.

Investimentos - Além da linha de produção do hibribus, a Volvo também terá investimentos na ampliação da fábrica de pintura, na expansão do Centro de Operações Logísticas e na nacionalização das linhas de motores de 11 litros e de caixas de transmissão eletrônica para ônibus e caminhões.

O investimento na linha do hibribus será de R$ 16 milhões, com geração de 30 empregos de alta qualificação, para engenheiros. O desenho do chassi do hibribus será feito em Curitiba.

O vice-presidente da Volvo Ônibus para a América do Norte e América Latina, Tore Backstrom, disse que a unidade Curitiba é parte muito importante dos negócios da Volvo e que cresce a cada dia. "Curitiba é a nossa casa. É a cidade que inventou o BRT (Bus Rapid Transit) e temos orgulho de tudo que estamos fazendo em parceria, como o ônibus Ligeirão, o maior do mundo", afirmou Backstrom.

"O mundo caminha para o motor elétrico. E nosso hibribus tem a mais eficiente tecnologia do mundo. Reduz em 35% o consumo de combustível e em 90% a emissão de poluentes", completou.

Segundo Backstrom, a América do Norte e a América Latina respondem por 45% dos negócios de ônibus da Volvo. "O Brasil é nosso sétimo mercado e vem crescendo muito."

Produção - A nova linha da Volvo vai produzir chassis de ônibus híbridos, movidos a eletricidade e a biodiesel. O produto escolhido é um chassi padrão, na configuração 4x2 eixos. O motor tem tecnologia similar à usada da Fórmula 1, que transforma energia mecânica em energia elétrica.

A Volvo é o primeiro fabricante a produzir veículos híbridos no Brasil. A pré-produção começa no próximo ano, com uma previsão de 80 unidades. A operação brasileira será a primeira a fabricar híbridos fora da Suécia. Os híbridos da Volvo são produzidos conjuntamente por duas plantas - a de Boros, a 80 quilômetros de Gotemburgo, e a de Wroclaw, na Polônia.

"Estamos muito contentes e orgulhosos de anunciar esta decisão. Temos capacidade industrial, científica e intelectual para produzir híbridos e um grande mercado potencial", declarou Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Ônibus América Latina.

Nova tecnologia - Boa parte do desenvolvimento do novo produto será feita localmente, uma vez que será necessário desenvolver a tecnologia híbrida junto aos parceiros que produzem as carrocerias. No Brasil, a Volvo produz somente o chassi do ônibus. O encarroçamento é feito por outras empresas.

Segundo Pimenta, pesou muito na decisão a grande aceitação que o ônibus híbrido teve no País no ano passado, quando a Volvo realizou uma extensa programação de testes com ônibus híbridos da marca em três capitais – Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. "Muita gente ficou interessada", disse o executivo. A empresa testou, até o início deste ano, chassis 7700 Hybrid, importados da Suécia.

Liderança - Também colaborou para a escolha da fábrica local o grande potencial de vendas de chassis deste tipo para os sistemas organizados de transporte coletivo urbano, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit na sigla em inglês), como o existente na capital paranaense.
"Somos líderes em BRTs e temos certeza que este sistema continuará em expansão, justamente por conta de suas vantagens: maior capacidade de transporte, menos emissões de poluentes e mais conforto para os passageiros", observa. Ele aposta também que a Copa da Mundo e as Olimpíadas no Brasil demandarão a aquisição de veículos mais limpos e ambientalmente corretos.

Dois motores - O ônibus tem dois motores, um a biodiesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.

O motor biodiesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias.

Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor biodiesel fica desligado. Estudos da Volvo demonstram que o tempo que o veículo fica parado pode representar até 50% do período total de operação do ônibus. Durante todo esse tempo, não há emissões de poluentes, pois o motor biodiesel se apaga completamente.
"Esta tecnologia tem duas vantagens principais: mais economia de combustível e grande redução no impacto ambiental", destaca Luis Carlos Pimenta.

Biodiesel - Os resultados não se devem somente por causa do reaproveitamento de energia para tracionar o ônibus. A alta potência do motor elétrico possibilita a instalação de um motor biodiesel menor e mais econômico. "Além disso, funções auxiliares como compressor de ar e bomba hidráulica, são feitas por motores elétricos", explica Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America.

"O sistema híbrido da Volvo reduz não somente as emissões de CO2 (gás carbônico, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa), mas também de NOx (Óxidos de Nitrogênio, responsáveis por alergias e ardência nos olhos, por exemplo) e de materiais particulados", complementou Fábio Lorençon, engenheiro de vendas da empresa.

 

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