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O estranho telefonema de Cármen Lúcia para propor um pacto com Renan Calheiros PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho   
Qui, 08 de Dezembro de 2016 08:01

carmen temer

Em meio ao turbilhão provocado pela crise, que faz proliferar as conspirações e intrigas palacianas, uma passou praticamente despercebida, embora seja talvez a mais importante e significativa desses dias: a revelação por Temer de um telefonema de Cármen Lúcia para um pacto com Renan. Quem serviu de veículo para essa revelação foi o jornal O Globo.

Ao que tudo indica, Temer fez a revelação para intimidar Cármen Lúcia e o STF, tentando evitar uma decisão drástica contra Renan. Mas, por motivos desconhecidos, o expediente não funcionou.

No dia 18 de novembro, o STF autorizou o 12º inquérito contra Renan Calheiros. Isto ocorreu, como se sabe, dentro da atmosfera de exaltação que preludiava a votação das Dez Medidas do MPF contra a corrupção.

Nove dias depois, em 27 de novembro, um evento singular teve lugar numa conversa entre a presidente do STF e o presidente da república. Se nele, como disse Temer, foi feita a proposta de um pacto para encerrar o assunto da lei do abuso de autoridade, isso já não se enquadra nas rotinas burocráticas e na normalidade institucional.

A narrativa do acontecimento, diz que a ministra Cármen Lúcia, ligou para Michel Temer, logo após a coletiva do domingo (27 de novembro) em que ele, junto com Rodrigo Maia e Renan Calheiros, falou ao país sobre a rejeição da anistia ao caixa dois.  Ao telefone, após o evento, Cármen Lúcia teria pedido a Temer para mediar um apelo a Renan Calheiros, para uma solução pactuada. Os detalhes estão na matéria de O Globo intitulada Renan recusou apelo do STF levado a ele por Temer.

O presidente Michel Temer recebeu no domingo passado um “apelo institucional” da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, para que transmitisse ao Poder Legislativo a solicitação de que não discutisse, nem votasse, o projeto que torna crime o abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público, porque isso poderia gerar uma grave crise entre os Poderes, com consequências imprevisíveis. Temer procurou no mesmo dia o presidente do Senado, Renan Calheiros, que, no entanto, manteve-se irredutível.

— O senador Renan Calheiros e alguns parlamentares, aos quais transmiti esse apelo, apresentaram fortes argumentos para que a matéria não fosse retirada da pauta. Eu tinha dito a eles que endossava totalmente as preocupações da presidente Cármen Lúcia. Mas eles, em função de seus argumentos, mantiveram-se irredutíveis — disse o presidente ontem ao GLOBO.

Na segunda-feira, dia 05, em que Renan foi afastado por Marco Aurélio à tarde, Cármen Lúcia falou pela manhã em um evento nacional do Judiciário e, como presidente do STF, pediu união dos juízes do país.  Ela disse ainda, em tom elegíaco, que o país passa por "enorme intolerância com a falta de eficiência do poder público, o que nos leva a pensar em soluções para que a sociedade não desacredite no Estado. O Estado tem sido nossa única opção. Ou é a democracia ou a guerra. E o papel da justiça é pacificar". Ouvindo esse discurso, não se poderia prever que, algumas horas depois, o Judiciário levasse a crise com o Legislativo ainda mais longe.

No entanto, revendo a cronologia e adicionando a conversa revelada por Temer, assim como a negativa de Renan de estabelecer um pacto, parece que a “união dos juízes” era solicitada justamente para resistir ao baque de uma reação do Legislativo, depois de humilhado e ofendido pela decapitação do presidente do Senado. De fato, que humilhação maior poderia sofrer o Legislativo que ter o presidente do Senado afastado por liminar originada de ato solitário de um ministro do STF?

E em política, a força de uma instituição está no respeito de que goza. É a sua honra. A humilhação do Senado, chutado como um cachorro morto, jogou no chão um dos pilares da República.  Mas junto com o Legislativo, caiu também o judiciário. É o abismo institucional.

No entanto, aqui não vale nem ilusão nem melodrama. Abismo no estado brasileiro é mais comum que buraco em queijo suíço. Ou cratera em estrada brasileira. O importante não é o abismo, mas a visibilidade que ele alcançou. Ou seja, a ruptura do véu de dissimulação sob o qual acontece a vida política no Brasil. Nesse sentido, a crise tem muito a ensinar aos que observam a cena política no país.

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renan justica

 

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Fomento a inovação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marcello Richa, presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)   
Qui, 08 de Dezembro de 2016 07:32
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Investir em parcerias para o desenvolvimento de ações que estimulem o ambiente de ciência, tecnologia e inovação é algo muito lógico para o fortalecimento econômico e estrutural dos municípios, mas infelizmente o Brasil ainda desperdiça esse grande potencial que traria inúmeros benefícios para a população.

De acordo com o ranking global de inovação elaborado pela A.T. Kearney e divulgado em agosto deste ano, o Brasil se encontra na 69ª posição entre 128 países pesquisados, com uma nota de 33,2 em uma escala que vai de 0 a 100. No ranking dos países mais inovadores da Bloomberg, divulgado em janeiro, o Brasil sequer entrou na lista dos 50 primeiros colocados.

Vivemos um período de recessão econômica, com perda de competitividade internacional e risco de desindustrialização, coroados por um evidente desperdício de investimentos públicos. A mudança desse cenário, obviamente, acontece em diferentes frentes, mas é inegável, por exemplo, que a competitividade industrial cresce no instante em que ampliamos nossa capacidade de inovação.

Atualmente o Brasil investe apenas 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB) em inovações tecnológicas. Para potencializar esse valor (que está longe de ser o ideal) e transformá-lo em ações e projetos benéficos para a sociedade, é necessário ampliar a integração e o diálogo entre governo, setor produtivo e universidades por meio de parcerias e concessões.

Um exemplo disso aconteceu nesta terça-feira, quando o prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca, participou de uma reunião no Sebrae/PR com representantes de universidades e instituições do sistema empresarial para conversar sobre propostas de articulação que visam à melhoria do ambiente de ciência, tecnologia e inovação. Foram debatidos projetos para pesquisa em novos negócios e de mercado, estímulo à inovação nas empresas, criação de Conselho Municipal de Inovação e desenvolvimento de pesquisas em universidades que atendam necessidades estruturais do município.

O fomento a inovação tecnológica fortalece nossa competitividade, estimula o empreendedorismo e amplia as atividades do setor produtivo. Somado a isso, pesquisas realizadas por universidades, com foco nas demandas apresentadas pelos municípios, permitem mais objetividade nas ações promovidas pelo poder público e apresentam opções diferenciadas para problemas estruturais antigos, beneficiando as comunidades e criando novos nichos de investimentos ao setor produtivo. Sem dúvidas é uma opção que precisa ser mais explorada para dar maior eficácia ao poder público e fortalecer nossa economia e competitividade.

 

 
Aumento da gasolina vira memes na internet PDF Imprimir E-mail
Escrito por Redação   
Qua, 07 de Dezembro de 2016 15:35

gasolina aumenta

O recente aumento da gasolina não está sendo questionada nos grandes meios de comunicação - por motivos óbvios - mas encontra na internet um campo fértil para críticas e piadas.

O aumento nos preços dos combustíveis acontece depois de duas reduções irrisórias, que não chegaram ao bolso do consumidor, e após a entrega de setores estratégicos do Pré-sal a empresa estrangeiras.

Acima um dos memes que circulam pela rede fazendo bastante sucesso.

gasolina meme 1 

gasolina meme 2

 

 

 

Última atualização em Qua, 07 de Dezembro de 2016 15:43
 
Richa recebe embaixador da Ucrânia para comemorar 125 anos da imigração PDF Imprimir E-mail
Escrito por Agencia de Notícias do Paraná   
Qua, 07 de Dezembro de 2016 09:00

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O governador Beto Richa participa da comemoração do 25 anos da independência da Ucrânia e dos 125 anos da chegada dos ucranianos no Brasil. Presentes no evento: embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, a embaixatriz Fabiana Tronenko, prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca de Macedo entre outros. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

O governador Beto Richa recebeu nesta terça-feira, no Salão Nobre do Palácio Iguaçu, em Curitiba, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, a embaixatriz Fabiana Tronenko e o cônsul honorário da Ucrânia no Paraná, Mariano Czaikowski, além de lideranças e famílias da comunidade para comemorar os 125 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Paraná e também os 25 anos da independência do daquele país. As datas foram celebradas oficialmente em agosto. 

Os primeiros ucranianos chegaram ao Brasil em 1891 e se instalaram, principalmente, na região Centro-Sul do Paraná, em Prudentópolis. O município é um grande reduto da cultura e das tradições ucranianas. “O Brasil tem a maior comunidade ucraniana da América Latina e a maioria está em nosso Estado”, disse o governador. “O Paraná deve muito à presença dos ucranianos, ao seu trabalho e à preservação de seus costumes e tradições.”, afirmou.

beto emb 2

Richa lembrou que em 2011 esteve na capital da Ucrânia, Kiev, para a comemoração dos 20 anos da independência e dos 120 anos da imigração. “Pude testemunhar a pujança e prosperidade da Ucrânia, sua grande produção agrícola e a força e hospitalidade de seu povo. Tivemos a oportunidade de fortalecer os laços entre o Brasil e, especificamente, o Paraná com a Ucrânia. É um grande prazer agora poder recepcioná-los no Palácio Iguaçu”, ressaltou. 

O Paraná abriga hoje aproximadamente 500 mil dos cerca de 650 mil descendentes de ucranianos no Brasil. Em Curitiba são 70 mil pessoas. Hoje, existem pelo menos 20 grupos folclóricos ucranianos no Paraná. Entre eles está o Barvinok, que se apresentou durante o evento no Palácio Iguaçu, e os Cossacos, que terão suas festividades incluídas no calendário oficial do Estado.

A dança e a música ucranianas, a culinária e o artesanato são marcas fortes do País, e muito difundidos nas cidades e regiões com maior presença da comunidade. “Aqui conseguimos preservar não somente a nossa língua, mas nossa fé católica e ortodoxa, as tradições e costumes, os hábitos, a história e arte milenar”, explicou o embaixador. “Tudo isso já faz parte do patrimônio cultural do Brasil. Nossa comunidade é uma das que mais contribuíram com as esferas importantes do desenvolvimento do País”, completou.

Os ucranianos estão presentes na economia, educação, política e na ciência, entre outras áreas. Nas artes, são grandes expoentes o pintor Miguel Bakun, natural de Mallet, e a poetisa Helena Kolody, que nasceu em Cruz Machado, mas viveu por anos em Curitiba. 

PRESENÇAS – Participaram da solenidade a deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros, o prefeito eleito de Curitiba, Rafael Greca, e cônsules de diversos países.

 

Última atualização em Qua, 07 de Dezembro de 2016 09:00
 
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