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GETÚLIO VARGAS E A INDEPENDÊNCIA PDF Imprimir E-mail
Escrito por Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento   
Ter, 19 de Agosto de 2014 17:40

getulio vargas estadista

Aproxima-se o 60º aniversário do golpe de Estado com o  qual a oligarquia angloamericana derrubou o presidente Vargas, em 24 de agosto de 1954. Esse acontecimento teve efeitos tão desastrosos como importantes. Trata-se, nada menos, que da cassação da independência do Brasil. A soberania do País nunca foi plenamente exercida, mas, se houve governante que tomou iniciativas para alcançá-la, esse foi Getúlio Vargas.

Exatamente por isso, a oligarquia imperial angloamericana sempre conspirou contra ele, com a ajuda de pseudo-elites e de agentes locais da política e da mídia, em geral recrutados por meio de corrupção.

Em 1932, a oligarquia paulista promovera o fracassado movimento de 9 de julho, movida pelos interesses britânicos. Intitularam-no constitucionalista, conquanto Getúlio organizara as eleições para a Constituinte que votou a Constituição de 1934, a qual instituiu significativos avanços econômicos e sociais.

Tão profunda como a estima dos verdadeiros industriais e a veneração dos trabalhadores brasileiros a Getúlio, foi a ojeriza da minoria desorientada pelos preconceitos da “democracia” liberal e dos contrários à industrialização, alimentada pela hostilidade da mídia,  caluniosa e falsificadora dos fatos.

Vargas fora forçado, durante a Segunda Guerra Mundial,  a ceder bases militares no Nordeste aos EUA, e cometeu o erro de insistir em enviar a Força Expedicionária Brasileira à Itália. A FEB foi equipada e armada pelos EUA e combateu sob comando norte-americano.

Daí se criaram laços entre os comandantes e oficiais de ligação estadunidenses e os oficiais brasileiros que conspiraram nos quatro golpes pró-EUA (1945, 1954, 1961 e 1964.

Em outubro de 1945, o pretexto foi derrubar um ditador, o que não tinha sentido, pois o presidente viabilizara eleições, já marcadas para o início de dezembro,  e não era candidato. Após o golpe, recomendou votar no marechal Dutra, pois o brigadeiro Eduardo Gomes representava os que sempre se haviam oposto a Vargas.

Quando Vargas,  eleito em 1950, voltou à presidência, nos braços do povo, já estava em marcha a desestabilização de seu governo, a qual culminou com o crime da rua Toneleros, já em agosto de 1954.

O crime foi dirigido  pelo chefe da delegacia de ordem política e social (DOPS), famosa por seus métodos desumanos de repressão aos comunistas, desde a época do Estado Novo, instituído por golpe militar, em 1937.

Esse golpe proveio de oficiais do exército, que colocaram Felinto Muller na chefia da polícia.  Vargas, presidente constitucional desde 1934,  permaneceu à frente do governo, mas não teve poder e/ou vontade suficiente para  limitar significativamente as violências.

Ele sempre foi contemporizador, negociava com pessoas de diferentes tendências e, por vezes,  as colocava ou mantinha no governo. Ao voltar Vargas, em 1951, continuou na DOPS o filonazista Cecil Borer,  que vinha da administração do marechal Dutra. Como tantos pró-nazistas, mundo afora, movido pelo anticomunismo, Dutra subordinou-se aos interesses dos EUA.

Apesar de seus erros, Vargas merece lugar de honra na história do Brasil, por ter dado o indispensável apoio do Estado ao desenvolvimento industrial, que despontava desde o início do século XX e ganhou força, de 1914 a 1945, graças também à redução dos vínculos comerciais e financeiros com os centros mundiais, propiciada pelas duas guerras e a longa depressão dos anos 30.

Antes do fim da Segunda  Guerra Mundial, o império já planejava fazer abortar esse processo. Mais tarde, diria o notório Henry Kissinger: “para os EUA seria intolerável o surgimento de uma nova potência industrial no hemisfério sul.”

Os serviços secretos dos EUA e do Reino Unido vinham, de há muito, operando na desestabilização do presidente. Em 1954, Borer envolveu informantes da polícia e pistoleiros no crime da Toneleros, que matou o major Vaz, da aeronáutica, simulando que o alvo seria o  virulento adversário de Vargas, Carlos Lacerda. 

Na armação policial-jornalistica-militar, Vaz, casado e pai de filhos pequenos, substituiu, na ocasião, o solteiro major Gustavo Borges. Lacerda engessou o pé dizendo ter tomado um tiro de revólver,  mas, se isso fosse verdade, o pé teria sido destroçado.  Nunca se encontrou um prontuário de atendimento em hospital.

A conspiração enredou a guarda pessoal do presidente e o fiel guarda-costas Gregório Fortunato, que foi torturado e ameaçado para confessar o que não fez. Condenado a 15 anos de detenção, foi assassinado na prisão, em operação de queima de arquivo.

O golpe de 1954 é o maior marco negativo da história do Brasil,  pois o governo udenista-militar, dele egresso, criou vantagens incríveis para as empresas transnacionais dominarem por completo a produção industrial do País. Fez os brasileiros pagar caríssimo para serem explorados.

Foi, assim,  inviabilizado o desenvolvimento de tecnologias nacionais, a não ser por grandes empresas estatais ou apenas em nichos menores, no caso de indústrias privadas  nacionais, ainda assim, fadadas a ser desnacionalizadas.

Tanto o golpe de 1964, que instituiu os governos militares, como a falsa democratização, a partir de 1985, intensificaram as políticas pró-capital estrangeiro em detrimento do País. 

Os governos de 1954-1955 e 1956-1960 (JK) foram motores da desnacionalização da economia. Os de Collor e FHC os mais monoliticamente entreguistas. Nenhum operou reversões nessa marcha infeliz.

A herança hoje é a desindustrialização e a colossal dívida pública, tendo a União já  gastado nela, desde 1988, quase 20 trilhões de reais. Além disso, recorrentes crises devidas aos déficits de comércio exterior.

As  realizações do presidente Vargas fazem dele o principal heroi nacional e exemplo para futuros líderes. Mas não sem reservas, porque  lhe faltou combatividade e espírito revolucionário.

Não me parece verdade que o nobre sacrifício de sua vida tenha frustrado os objetivos dos imperialistas. Preservaram-se as estatais, mas a própria Petrobrás - que já nascera sem o monopólio na distribuição, o segmento mais lucrativo – acabou, em parte, arrancada da propriedade estatal. Além disso, nos anos 90, ocorreram as doações-privatizações de dezenas de fabulosas estatais, algumas  criadas durante governos militares.

 A grande derrota estratégica deu-se com a entrega dos mercados e da produção industrial privada às transnacionais. Sem isso, a dívida externa não teria explodido em 1982, nem sido torradas as estatais, a pretexto de liquidar  dívidas públicas, as quais, depois disso, ao contrário, se avolumaram como nunca.

O momento para evitar esse lastimável destino, era com Vargas,  amado pelo povo, que foi às ruas, em massa nunca vista, pronto a tudo, quando de sua morte. Aí não havia liderança, nem plano.

Getúlio precisava ter cortado, no nascedouro, os lances que minaram suas bases de poder.  Entre estes, o acordo militar Brasil-Estados Unidos, de 1952, negociado por Neves da Fontoura, ministro das Relações Exteriores, e por  Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior das FFAA,  sem o conhecimento do ministro do Exército, Estillac Leal.

Este se demitiu, pois Vargas assinou o acordo, e, com isso, cedeu aos que, mais uma vez, o traíam, e perdeu seu ministro nacionalista.

Fraquejou novamente em 1953, quando, embora mantendo o correto reajuste do salário mínimo, demitiu João Goulart do ministério do Trabalho, medida exigida em memorial assinado por 82 coroneis do Exército. Nesse episódio, caiu o ministro do Exército, Cyro do Espírito Santo Cardoso.

Não era tarefa simples sustentar-se sob constante e intensa pressão contrária da alta finança angloamericana, a qual não economiza recursos nem hesita em recorrer à corrupção e a práticas celeradas. Entretanto, a pior maneira de reagir a essa pressão é fazer concessões, em vez de cortar a crista dos golpistas.

Deixando de coibir aquelas práticas,  Vargas facilitou o caminho dos inimigos. Sobraram-lhe escrúpulos, ao exagerar em sua tolerância, para não ser acoimado de ditador. Faltaram bons serviços de inteligência e  a compreensão de que seria derrotado, se não mobilizasse o povo e  a oficialidade nacionalista.

 
Querem o meu voto de todo jeito PDF Imprimir E-mail
Escrito por Velho Antero do Água Verde   
Seg, 18 de Agosto de 2014 15:07

veio 4

Tenho um vizinho que é candidato. Quem não tem? Estou pensando em denunciá-lo à Justiça por assédio.
Todos os dias ele fica fazendo plantão no corredor do prédio para desejar bom dia, boa tarde e boa noite aos que passam.
Antes das eleições não cumprimentava ninguém. Agora, parece o cara mais simpático do mundo. Acho que se eu pedir dinheiro emprestado pra ele receberei como resposta: “claro, estava esperando que você fizesse esse pedido, afinal você é meu melhor amigo!” Tenho medo de ouvir essa resposta e prefiro não me aproximar muito do vivente.
Pior que ele só aquele professor que fica dançando no semáforo, com uma bicicleta, tocando uma música insuportável. Pelo menos o meu vizinho não canta, o que é ponto pra ele.
Mas este vizinho parou de apertar a minha mão. Agora faz questão de me abraçar. Pode? É o fim da picada. Um velho como eu, desleixado, fedido, sendo abraçado por um candidato com cara de nerd.
Tenho medo de ir ao banheiro, mijar, e ele aparecer dizendo: “deixa que eu chacoalho pra você!”

No Brasil, quando o cara morre, vira santo, inclusive políticos. Nunca vi uma coisa dessas.

Será que quando eu morrer, farão a mesma coisa comigo? Serei canonizado? Esquecerão meus erros?

Minha vizinha, uma crente muito chata (conheço crentes legais, mas ela é tão chata que parece a Marina Silva), depois que eu morrer - e não falta muito tempo - no lugar de dizer “aquele velho tarado e vagabundo” vai dizer “aquele homem era um santo, honesto e trabalhador”?
Será que o Antonio da farmácia, no lugar de dizer “aquele velho salafrário que deve mais de 500 reais em viagras”, vai dizer “aquele homem bom, que sempre pagou em dia os remédios que comprava”?
Sei não. Tenho minhas dúvidas.

O candidato que era contra o pedágio, é agora o maior defensor do pedágio no Paraná. Tanto que indicou como seu candidato a senador o mais rico do país, dono de duas concessionárias de pedágio.
Para quem foi eleito com o slogan “Pedágio, ou baixa ou acaba!”, não é estranho? Roberto Requião esqueceu tudo aquilo que falou?

E a Gleisi não está conseguindo emplacar sua candidatura. Nem mesmo com a retirada da estrela do PT das propagandas, a campanha decola. O problema dela é que não sabe escolher pessoas, assessores.
Nomeou o ex-prefeito de uma cidade do interior para a Casa Civil, Gaievski, e o homem está preso, acusado de pedofilia e estupro de mais de 20 crianças.
Outro nomeado por Gleisi, o deputado André Vargas, que seria um de seus coordenadores de campanha, está para ser cassado por envolvimento com o doleiro Youssef, preso por lavagem de dinheiro de corrupção e do tráfico de drogas.

A declaração de outro preso, Paulo Roberto Costa, acusado de intermediar negócios com a Petrobras para pagar diversos políticos é emblemática. Ele está envolvido no escândalo de Passadena que causou prejuízo de bilhões de dólares ao país, e está sendo acusado de repassar dinheiro da corrupção para diversos políticos famosos, que agora estão perdendo o sono.
A esposa, Marici, o visita regularmente na prisão. Disse que ele está nervoso, chateado, pensado em delação premiada. Segundo um intelocutor, ele teria mandado a seguinte mensagem: “Se eu falar, não vai ter eleição”.

“Nunca tinha visto tanto dinheiro”, é a frase da contadora do doleiro Alberto Youssef ao revelar como funcionava o esquema de pagamento de propina a políticos do Congresso, e deu os nomes de parlamentares, empreiteiras e partidos envolvidos.

O tempo passa e o PT fica mais parecido com o PRI do México. Ambos começaram com idealistas e pessoas honradas, mas o tempo se encarregou de fazer prosperar os corruptos. Hoje todo o petróleo do México foi entregue a preço de banana para os EUA.

Eu não vendo meu voto. Dizem que campanha política não se ganha, “se compra”, mas eu não caio nessa.
Agora, se alguma candidata bonita quiser meu voto, sou facinho facinho. Só depende do agrado.

Tenho um amigo que passou a vida inteira pendurado em cabides públicos, fazendo política e ganhando cargos. Agora ele está quieto. Será que criou vergonha?

 
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