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Vereador e ex-diretores do Sindimoc são denunciados por desvio de dinheiro PDF Imprimir E-mail
Escrito por MP/PR   
Qua, 18 de Janeiro de 2012 19:57

 

 

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou à Justiça, neste mês, ex-diretores e funcionários vinculados ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, além de um cartorário acusado de ter elaborado escrituras com declarações falsas.

O vereador e ex-presidente do Sindicato, Denilson Pires da Silva, o advogado do Sindimoc, Valdenir Dielle Dias, o ex-diretor financeiro, Valdecir Bolete, a então tesoureira, Ana Ilibia Grein, o funcionário da sede social, Marcio Ramos, e o primeiro secretário e diretor, João Carlos da Rosa, foram acusados de formação de quadrilha. Os quatro primeiros também deverão responder por peculato. Marcio Ramos e João Carlos da Rosa, e, ainda, Pedro Paulo de Macedo da Costa Lino, que era chefe de gabinete de Denílson Pires da Silva, Nereide de Fátima Butinhoni, assessora do ex-presidente, e o cartorário Denis Kadri Jorge foram denunciados por falso testemunho.           

De acordo com a denúncia, os desvios teriam ocorrido até agosto de 2010, quando foram cumpridos mandados de prisão temporária contra Denílson Pires da Silva, Valdenir Dielle Dias, Valdecir Bolete e Márcio Ramos.

O documento narra que entre 2006 e 2010, o presidente, o advogado, o diretor financeiro e a tesoureira teriam participado de um desvio de mais de 8 milhões (R$ 8.125.643,85) pertencentes à entidade. Conforme auditoria realizada, os valores teriam sido gastos em despesas com manutenção e abastecimento de veículos particulares, em lojas de conveniência, com notas fiscais inexistentes, assessoria jurídica, cirurgia particular, despesas com alimentação sem comprovação, pagamentos de contas pessoais e adiantamentos, além da não contabilização de receitas.

Entre janeiro e fevereiro de 2011, Márcio e Nereide Ramos, João Carlos da Rosa e Pedro Paulo de Macedo da Costa Lino teriam prometido a duas pessoas cargos em outro sindicato (SINMOTUR), além de ajuda financeira a um deles, para que mudassem declarações feitas à Procuradoria do Trabalho, a fim de favorecer o advogado, o presidente, o diretor financeiro, a tesoureira, o funcionário da sede social e o primeiro secretário 

em futura ação penal. As novas declarações foram lavradas em um tabelionato, perante o escrivão Denis Kadri Jorge. Segundo o MP, o cartorário tinha pleno conhecimento de que a declaração era falsa.